18 de maio de 2007

Touchdown em Saquarema


Um esporte não muito conhecido e pouco praticado no Brasil, vem ganhando adeptos na Região dos Lagos. O futebol americano, aquele esporte da bola oval, tem um clube em Saquarema. Fundado há 2 anos e 10 meses, o Saquerema Big Riders foi o primeiro time feminino do Rio e fundadoras do AFERJ - Associação de Futebol Americano Feminino de Praia do Estado do Rio de Janeiro. O esporte no estado do Rio, só é praticado na praia. O futebol americano ainda está engatinhando no Brasil, por isso existem pouquíssimas equipes. Nove equipes estão filiadas a AFERJ, porém muitas não disputam o estadual, por serem novas e estarem começando um trabalho de desenvolvimento do esporte.
O Estadual da modalidade, tem sua formula de disputa como a do vôlei, por etapas. No total serão 5 etapas para decidir o campeonato. A primeira etapa, realizada na praia da Barra, contou com a participação de três equipes apenas, com o Saquarema Big Riders terminando na segunda colocação. A próxima etapa, que será dia 1 de Junho, na praia do Leme, deverá contar com cinco equipes. Integrante da comissão técnica e jogadora, a quarterback Tatiana Ferreira, disse que nas circunstancias em que jogaram, até que o vice-campeonato da etapa ficou de bom tamanho.
- Não ficamos satisfeitas, porque perdemos. Mas nas condições em que disputamos a etapa, ficamos orgulhosas pelo resultado. O time jogou totalmente desfalcado, somente com 7 meninas, jogando 2 jogos em um dia só. 3 jogadoras titulares não foram, inclusive eu que sou a capitã e quarterback do time (armadora), pois estava doente.
Em 2005, no primeiro campeonato realizado de forma oficial, o Big Riders foi campeão. Já no ano passado o time foi vice-campeão estadual. Segundo Tatiana, o objetivo da equipe é ser campeão estadual. Segundo a atleta, a equipe também espera vencer outra competição, a de doação de alimentos, que ocorre todo final de ano, entre as equipes.
- Esperamos conquistar o título de novo. Temos plenas condições para vencer e vamos em busca disso. Além do mais, espero que possamos vencer a disputa de doação de alimentos que fazemos no final do ano. Ganhamos em 2005 e 2006. Espero que também possamos vencer esse ano.
Mas para ter chegado a esse nível de conquistas, houve um interesse pelo esporte. Rebecca e Tatiana, contam como foi o inicio no futebol americano.
- O meu namorado joga pelo Saquarema Vikings (time masculino) e eu estava sempre nos jogos e achava legal. Aí a Tati sempre me falava para ir treinar com as meninas. Até o dia que resolvi me adapta a essa vida de unhas curtas e roxos pelo corpo (risos). Mas eu adoro o esporte, me traz muita paz. Tem que gostar muito para poder jogar.
Para Tati, o esporte já faz parte da sua vida e do seu cotidiano. Segundo a atleta, ela não consegue ver sua vida sem a prática do futebol americano. Ela ainda conta o início da sua carreira.
- Há quatro anos atrás. Eu estava na praça e vi um menino passar com a bola. Achei bastante interessante e perguntei a ele se existia algum time. Aí ele disse que existia um time masculino. Perguntei se podia jogar, ele disse que era para mim ir no treino e conversar com o treinador. Fui no treino e falei com o técnico e ele me deixou treinar com os meninos. Fiquei na equipe durante quase um ano, joguei o Saquarema Bowl, fiz vários amistosos com a equipe, sendo a única mulher a jogar no meio dos marmanjos (risos). Mas a Associação dos times masculinos (AFAB), vetou a participação de mulheres, então para não parar de jogar, resolvi montar um time feminino. Gosto muito do esporte, a ponto de não conseguir ver mais minha vida sem o futebol americano. Já é parte da minha vida, do meu tempo.
Ao todo são 14 meninas e três integrantes da comissão técnica. Sérgio Marins é o preparador físico, enquanto o preparador técnico da equipe é Raphael Lima. A quarterback Tatiana também ajuda nos treinos, treinando a equipe na parte ofensiva, do ataque
. Preconceito no esporte
Além de ter que enfrentar as adversárias e vencer, as meninas ainda têm que superar outro adversário: o preconceito. Assim como ocorre em esportes em que os homens são maiorias, como o futebol por exemplo, sempre há preconceito pela prática feminina. Mesmo assim, elas não desistem e superam tudo pelo amor ao esporte.
- No início, quando era só eu de menina, era muito difícil. Mas quando surgiu o time e depois os outros no estado, foi parando. Aí fundamos a nossa associação para não ter que depender dos meninos, que nos colocavam sempre em segundo plano e muitos até zombavam da gente, dizendo que isso não era esporte de menina. Depois de muitas conquistas, como a fundação e organização da Associação, os meninos começaram a respeitar mais o nosso esporte, viram que não éramos um "bando de mulheres sem ter o que fazer", mas sim mulheres que amam o esporte – disse Tatiana.
Já a apoiadora Rebecca Meletti, disse que sempre há restrições pelo esporte ser brusco, de muito contato físico. - As pessoas sempre falam que é um esporte muito violento e que as meninas não deveriam praticar. Eu não ligo muito para isso não. Acho que as pessoas têm que entender que se nós praticamos, é porque gostamos – finalizou a jogadora.
* Texto retirado do site (http://www.najogada.com.br/)
* Data de publicação ( 16/05/2007 )

3 comentários:

Jayson Braga disse...

Show de bola o apoio Spy!! Também escrevi sobre elas no Sideline:
http://jaysonbragasideline.blogspot.com/2007/05/homens-so-de-marte-e-mulheres-so-de.html

Grande Abraço!

Michel disse...

Show de bola (americano né) gostei.
www.MCdesigndesites.com

atendimento disse...

Realmente eu gostei muito do noticiário, acesse www.sitesme.com.br.